sexta-feira, 6 de março de 2009
O assassinato de Jango e a conspiração impune
domingo, 1 de março de 2009
Ameaça a um HOMEM DE BEM que destronou uma oligarquia
“Imagine 40 anos sem alternância de poder! Essa é a herança que recebemos e estamos combatendo. Estou certo de que no final a verdade triunfará e o Maranhão de fato inicie a ruptura com essa triste fase de sua história”. Jackson Lago, prefeito de São Luiz por três mandatos e atual governador do Maranhão. Vinte e seis meses depois de empossado e na plenitude da realização de um dos governos mais férteis do Maranhão, Estado que passou décadas sob o controle de duas oligarquias, a do “coronel” Vitorino Freire e a do onipresente e todo poderoso José Sarney, o governador Jackson Lago poderá perder o mandato conquistado na mais emblemática e festejada eleição em toda a história do Nordeste brasileiro. Está na pauta do Tribunal Superior Eleitoral um recurso assinado pela candidata derrotada, Roseana Sarney, com a alegação de que sua campanha teria recorrido ao abuso do poder econômico e praticado a compra de votos para garantir os 101mil 874 sufrágios que pôs na frente da filha do oligarca no renhido segundo turno das eleições maranhenses. Os fatos alegados teriam ocorrido antes mesmo do primeiro turno. E neste, a candidata da oligarquia teve a maior votação, graças à divisão dos setores contrários ao reinado que controlava o Maranhão desde 1965, quando o homem que entrou na política como o “Zé do Sarney”, por ser filho do desembargador Sarney Costa, ex-presidente do TRE-MA, fez-se governador com o apoio da ditadura militar graças à briga entre o cacique Vitorino Freire e o então governador Newton Belo. Os números falam No primeiro turno, com 7 candidatos, Roseana Sarney obteve 1.282.053 votos, contra 933.089 conferidos ao candidato do PDT-PPS. Cheia de si, a candidata da oligarquia já se considerava com um pé no Palácio dos Leões, onde reinou de 1995 a 2002. Não me consta que tenha formulado qualquer reclamação em relação aos votos obtidos por seu adversário mo primeiro turno. Ela acreditava que os 387.337 dados a Edson Vidigal, ex-presidente do STJ, migrassem para o seu baú. Nessa campanha, Jackson Lago tinha o apoio apenas do PDT, que ajudou a fundar, do PPS, que deu o vice Luiz Carlos Porto, e do PAN. Já Roseana encabeçava uma policrômica coligação, encabeçada pelo PFL, com o PMDB, PP, PTB, PTN, PSC, PL , PRTB , PHS , PV (do irmão Zequinha) e PRP. Não contava com a força crescente da Frente de Libertação do Maranhão, formada a partir do eleitorado da ilha de São Luiz, onde sua família perdeu todas as eleições, mesmo quando passou a reinar sozinha, a partir da morte de Vitorino Freire, em agosto de 1977. Desde o dia em que assumiu, o médico e prefeito de São Luiz em três ocasiões (1989-1992, 1997-2000 e 2001-2002), o governador da grande mudança não teve um dia de sono tranqüilo. Ele era protagonista do fato político mais importante das eleições de 2006, que ganhou maior repercussão com a derrota de outra oligarquia construída nos idos da ditadura, a de Antônio Carlos Magalhães, na Bahia. Estado de pobreza Além da orquestração contrária patrocinada pelo todo poderoso José Sarney, o político do Maranhão que ganhou mandatos de senador no Amapá, apesar da vigência da lei do domicílio eleitoral, Jackson Lago teve que enfrentar um grande desafio: o Estado do Maranhão apresentava um dos maiores índices de pobreza e concentração de renda do país. Além disso, como senador híbrido (PFL no Maranhão e PMDB no Amapá) e sendo hoje o mais antigo parlamentar em atividade (ganhou o primeiro mandato em pleno reino do “mapismo”, aos 25 anos, em 1955), como ex-presidente da República, a que ascendeu com a morte de Tancredo, depois de trair os seus parceiros da antiga Arena, que presidiu, o que desapontou o general Figueiredo, Sarney só tem um desejo em sua mente conturbada: colocar a filha, mais uma vez, à frente do governo do Maranhão. Antes do TSE apreciar o recurso contra a sua diplomação, Jackson Lago foi atingido por uma ruidosa operação da Polícia Federal, algo que um dia deverá ser esclarecido devidamente, porque, como ele denunciou, houve uma manipulação midiática capciosa do inquérito, que se vale de citações de terceiros. Na época, como disse ao jornal BRASIL DE FATO, o governador maranhense deu entrevista aos grandes jornais do país, que simplesmente esconderam seus esclarecimentos: “Eu passei três dias em Brasília, dando entrevistas para todos os órgãos de imprensa nacionais. Mesmo assim, minha versão não saia nos jornais. Apresentei documentos registrados em cartório provando que não estava clandestino em Brasília, como afirma a Polícia Federal e nenhum jornal se dignou a publicá-los. No entanto deram páginas mostrando minhas imagens da câmara de segurança do hotel, como se eu fosse um criminoso”. Vigília pelo respeito ao voto Não tenho a menor idéia do que decidirá o TSE, até porque o relator Eros Grau já se manifestou pela cassação do seu mandato. Mas essa corte não pode decidir de costas para os fatos e seus efeitos. Decorridos 26 meses de governo, Jackson Lago é de longe um símbolo de lisura e probidade. Basta ver o crescimento do seu patrimônio e comparar com o próprio meio dono do Maranhão, que controla tudo, inclusive, e principalmente, a mídia, tendo como âncora a retransmissora da Rede Globo de Televisão. Tudo o que serve para o recurso contra a diplomação é baseado em ilações. Provas, nos termos da legislação eleitoral, nada. São acusações de doações de cestas básicas e kit salva-vidas para moradores da baía de São Marcos, em São José de Ribamar e transferência de recursos públicos para uma associação de moradores de Grajaú. Há ainda menção a uma suposta apreensão de R$ 17 mil pela Polícia Federal, em Imperatriz, valor que, segundo a coligação de Roseana, foi usado para a compra de votos. Segundo a senadora, ocorreu também distribuição de combustível e material de construção com apoio do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB). Neste momento, os homens de bem deste país, os que ainda acreditam no respeito à vontade soberana das urnas, têm obrigação de construir uma grande corrente e deflagrar uma marcante vigília cívica para contrapor à influência maligna do homem que, aos 78 anos, seria a última pessoa a ter autoridade para argüir vícios em eleições. Sua condição de senador pelo Amapá, onde caiu de pára quedas, fala por si. Qualquer juiz sabe que a simples transferência do título para um endereço em outro Estado não configura uma mudança real, nem do ponto de vista ético, nem legal. Quem quiser conhecer mais sobre o personagem que quer sacrificar a vontade do povo do Maranhão, sugiro a leitura do artigo do jornalista Emílio Azevedo, publicado no JORNAL PEQUENO em 26 de março de 2006, que transcrevo no blog PORFÍRIO URGENTE coluna@pedroporfirio.com coluna@pedroporfirio.com
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Por que a verdade dói e está fora de moda
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Para não dizer que não falei do carnaval
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Um PDT perdido no espaço, como um asteróide sem luz própria
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Das flores de Gaza ao triunfo dos belicistas de Israel
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
As estripulias da Light à sombra dos podres poderes
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
As disputas que mobilizam os espertos da corte pelo controle dos podres poderes
domingo, 25 de janeiro de 2009
A paz do “fósforo branco” que desafia Barack Obama
“Semana passada, vi as nuvens de fósforo branco sobre as quais os médicos escreveram e as quais condenaram. De um prédio alto na cidade de Gaza, a vista panorâmica mostrou uma linha de veneno que se espalhava, a leste. O químico queima profundamente, no osso, dizem os especialistas. É considerado um instrumento de guerra ilegal, que não pode ser usado em áreas civis. Ainda assim, os registros de seu uso crescem: uso pesado na região Khosar, leste de Khan Younis, e no noroeste de Gaza, e na parte leste de Jabalyia, Sheik Zayid, Sheik Rajleen, al-Zaitoun, em todos os lugares”.
Eva Bartlett, canadense, vinculada à defesa dos direitos humanos.
Se já é difícil imaginar o que Barack Hussein Obama poderá fazer para concretizar suas promessas de mudança nos Estados Unidos, mais imprevisível ainda será avaliar sua capacidade de decidir em relação ao Oriente Médio, sob controle de um estado biônico programado para o genocídio a varejo e a expansão a ferro e a fogo.
Disposição de fazer algo diferente ele já demonstrou. Logo que assumiu ligou para o primeiro-ministro de Israel e o presidente da Autoridade Nacional Palestina. No mesmo momento, reafirmou a disposição de retirar as tropas norte-americanas do Iraque num “prazo responsável”.
Dois dias depois da posse, designou o ex-líder democrata no Senado, George Mitchell, como seu representante pessoal com poderes de negociar um plano de paz para a região. Teve o cuidado também de confiar a Richard Holbrooke, ex-embaixador na ONU, a tarefa de trabalhar na conturbada região do Afeganistão.
Era o que lhe cabia fazer na condição de expoente de uma nova política externa nos Estados Unidos da América do Norte, país que acumula uma gigantesca dívida moral com o resto do mundo em face de sua irrefreável sanha de poder e dominação.
Os limites visíveis
Mas o que advirá desse novo olhar adotado por um governante atípico, que emergiu da noite para o dia como a catártica resposta de um povo manipulado séculos a fio por uma elite ambiciosa e inescrupulosa?
Por tudo o que vivemos até estes dias traumáticos, é-me de todo impossível acreditar que se consiga alguma coisa em termos de paz num contexto em que o Estado imposto está armado até os dentes, com a disposição de estabelecer seus tentáculos por todo o território que vai do Mediterrâneo ao Iraque, segundo sua “predestinação bíblica”.
Pelas funções de comandante-em-chefe de um potência forjada na dominação de outros países, Barack Obama tem limites muito visíveis no desempenho de seus projetos.
Tais limites são guardados por um sistema de força, no qual as grandes empresas são ostensivamente hegemônicas em relação ao poder público. Este é apenas uma ferramenta dos interesses particulares e pode muito pouco, na medida em que até o banco central, regulador da economia, é uma sociedade privada.
Uma visualização mais acurada demonstrará a existência de condicionamentos tão sedimentados que não seria exagero apontar Estados Unidos e Israel como duas faces da mesma moeda.
Isto porque, como já demonstrei anteriormente, o estado sionista não é uma obra de judeus, mas de ambiciosos homens de negócios, que adotaram o livro de Theodor Herz, o sonhador austríaco, como peça de camuflagem de um projeto iniciado 14 anos antes de sua publicação.
Não é por acaso que existem ainda hoje mais judeus nos Estados Unidos do que no Oriente Médio, apesar da proclamação de David Ben-Gurion, o pai do estado sionista, de que esse país criado na terra dos outros só cumprirá sua finalidade histórica no dia que todos os 17 milhões de judeus forem para lá.
Dentro do jogo de poder que resultou da herética decisão da ONU de criar um Estado soberano ferindo a soberania dos outros, há conflitos internos insanáveis.
Pode até ser que uma meia dúzia de judeus idealistas tenham acreditado num projeto de grande alcance para a humanidade, com a produção de uma verdadeira revolução social na área subjugada pelos senhores feudais e chefes tribais que escravizavam o próprio povo e compunham docilmente com as potências estrangeiras, fossem os muçulmanos turcos ou os cristãos do Ocidente.
Estado perverso
Mas o Estado de Israel que vingou é um monstro sobre o qual não vai ser um presidente sonhador que terá autoridade. Ao contrário, segundo o projeto multifacético nutrido por interesses econômicos ilimitados e ressentimentos enraizados, não restará a Barack Obama senão a ilusão de tréguas transitórias.
Na origem desse estado imposto há um complô denunciado pelo autor judeu Barry Chamish como fruto da determinação das “famílias inglesas judaico-maçônicas como os Rothschilds e Montefiores, que forneceram o capital para construir a infra-estrutura para a onda de imigração antecipada” e contribuíram para criar um clima que levasse os judeus europeus a se mudarem para a região cobiçada.
Aí cabe reconhecer que o sentimento de combate já motiva os palestinos, submetidos há 60 anos de esbulhos, privações e todo tipo de sofrimento e humilhação.
Não adianta o galileu Mahmoud Zeidan Abbas sentar para conversar com os genocidas que há décadas massacram o povo palestino.
Ao seu povo, de índole pacífica, não resta outra alternativa senão correr atrás do prejuízo em ações extremas, que incluem o sacrifício da própria vida no transporte de bombas amarradas ao corpo.
Foram tantas e tais as perversidades cometidas pelos falcões israelenses que hoje nem o carismático Yasser Arafat, morto em circunstâncias suspeitas, teria como conter a ira de um povo que, sem exceção, veste luto pela morte de um ente querido, atingido pelos petardos letais da poderosa aviação sionista.
Em seu saco de maldades, os celerados de Israel foram muito além dos nazistas, seus algozes, responsáveis pelo sentimento de repasse da crueldade. A violência contra a população árabe não está expressa apenas nas milhares de bombas despejadas indiscriminadamente.
Água em conta-gotas
O que o governo sionista fez com a água da região é uma demonstração de tortura explícita. Israel simplesmente apropriou-se de todas as reservas hídricas, incluindo as fontes do rio Jordão junto as colinas de Golã, tomadas da Síria em 1967.
Na década de 90, o professor Haim Gvirtzman, da Hebrew University, admitiu que dos 600 milhões de metros cúbicos de água retirados anualmente de fontes na Judéia e Samaria, os israelenses ficavam com mais de 500 milhões.
Já então, Israel detinha o monopólio dos recursos hídricos de toda a região, retendo 90% e liberando apenas o mínimo necessário para o consumo urbano dos palestinos.
Esse monopólio inclui a bacia do rio Jordão (o alto Jordão e seus tributários), o mar da Galiléia, o rio Yarmuk e o baixo Jordão, bem como as águas subterrâneas de 3 grandes sistemas de aqüíferos: o da Montanha (totalmente sob o solo da Cisjordânia, com uma pequena porção sob o Estado de Israel), o de Basin e o Costeiro que se estende por quase toda faixa litorânea israelense até Gaza.
Como pode um presidente de um país cujos magnatas são da mesma cepa dos israelenses questionar qualquer uma das violências consumadas para eliminar os legítimos donos da terra que usurparam? Que tipo de paz ele poderá obter enquanto os palestinos, legítimos donos da terra, já não podem nem mais usar a própria água para o seu cultivo?
Ou será que essa crise depressiva reduziu o poder de fogo dos donos do mundo, abrindo o flanco do mais irresistível lobismo?
coluna@pedroporfirio.com
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Sob o signo da dúvida, sem perder a esperança jamais
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
A paz impossível num país imposto pela fraude e pela força
domingo, 11 de janeiro de 2009
A atávica divisão dos árabes na esteira do avanço sionista
